Warehouse Investimentos estréia em participações com três sociedades

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

 

Gestora diversifica em biocombustível,tecnologia e reciclagem

Saído de um laboratório de uma universidade texana para o Brasil, o projeto que pretende transformar etanol em querosene de aviação é uma dos três investimentos selecionados para marcar a estréia no venture capital da Warehouse Investimentos.

Ao lado dos bicombustíveis, a gestora esta investindo também na prestadora de serviços de coleta e reciclagem de resíduos TerraCycle e no site de delivery de refeições iFood. Os projetos entrarão no portifolio do primeiro fundo de investimentos em participações da asset, o FIP Votorantim Warehouse , de R$70 milhões.

“Por uma questão de tempo, fizemos uma parceria com a Votorantim Asset, que é nossa gestora e administradora.

A Warehouse Investimentos, ficou encarregada da gestão das empresas do FIP, que também conta com um comitê de investimentos composto pelos meus sócios Pedro Melzer e Rodrigo Baer, por um representante da Votorantim e pelo conselheiro Edson Matsubayashi” detalha o sócio – investidor Moises Herszenhorn.

Embora esteja em fase de aprovação para registro junto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na pratica o FIP esta em processo bastante avançado. “Todos os sócios colocaram recursos próprios para que, muito antes da constituição do fundo, pudéssemos testar o modelo, formar equipe e fomentar oportunidades. Já temos oito meses de busca de propriedade”, contabiliza Pedro Melzer, que deixou um cargo na americana Apple para retornar ao Brasil como gestor de venture capital. Alem dos três sócios, completam a sociedade o administrador Helio Guimaraes, o engenheiro químico Giordano Biagi e o empreendedor Fernando Stein.

“Também estamos captando com family offices e multi family locais,alguns por relacionamento mais próximo de nossas famílias e outros apenas por contatos”, complementa Moises Herszenhorn.

Ao longo do período de analise dos projetos, passaram pelas mãos de Herszenhorn, Melzer e Baer, os sócios mais ativos na asset, mais de 70 projetos candidatos aos investimentos. Destes, apenas 12 ultrapassaram o filtro de interesse, que vai de áreas como geração de conteúdo e internet para consumidor ao comercio eletrônico e energia eólica.

“Olhamos empresas emergentes, com algum grau de receita inicial, e a capacidade que o modelo tem de crescer”, enumera Herszenhorn. A expectativa, segundo Melzer, que o FIP aporte em ate onze empresas, sendo que dez delas poderão ser abrigadas nas dependências da própria Warehouse em São Paulo.

Vizinhos

Focado em passar ao largo dos vultuosos custos dos alugueis dos grandes centros empresariais de São Paulo e, ao mesmo tempo, estar perto das empresas de que se tornaria sócio, Pedro Melzer se encantou com a possibilidade de transformar um velho galpão na antiga região industrial da Vila Leopoldina em sede da Warehouse. Com inspirações na própria Apple,o espaço rapidamente ganhou divisórias de vidro e hoje já abriga, além da gestora, as três empresas aprovadas pelo comitê de investimentos. “A proposta é pelo valor de substituição. As empresas aqui têm acesso a serviços de controladoria, publicidade, recursos humanos, legal, pessoal e, inclusive, estamos adicionando uma assessoria de imprensa compartilhada”, detalha.

A modelagem é flexível, tanto que a empresa de bicombustíveis usara as instalações físicas da gestora apenas como base administrativa e comercial. A área de pesquisa e desenvolvimento continuara dividida entre os Estados Unidos e o Brasil.

“É uma empresa de tecnologia pesada, que esta usando uma rota de química pura para transformar etanol em querosene de aviação. Estamos entrando em co –investimento com uma venture capital norte – americana ainda na fase de pesquisa. Apesar de a empresa ainda não faturar, os resultados são bastante promissores. Algumas companhias aéreas mundiais já validaram o projeto e estamos prestes a receber uma importante certificação”, adianta Rodrigo Baer.

As operações da TerraCycle também estão divididas entre a sala vítrea e a operação externa. Isto porque a empresa, também de origem americana, transforma embalagens pós – consumo em novos produtos comerciais. Para tanto, conta com parcerias com grandes companhias como Nestlé e a Kraft Foods, para montar brigadas de coleta em escolas e condomínios e,depois, transformar o material em bolsas, bancos, estojos e bonés. “Nos Estados Unidos,a TerraCycle faturou U$$15 milhões em 2010. A Warehouse esta entrando como sócia do braço brasileiro, que esta ano deve faturar U$$2 milhoes”, calcula Baer.

Por ora, a iFood é a única investida com perfil para concentrar a operação no galpão da investidora. A spin – off  do site de delivery  de restaurantes de alto padrão DisKCook nasce focada em reestruturar a proposta, passando a oferecer nacionalmente opções de entrega de refeições de restaurantes mais populares. “A DiskCook tem uma tecnologia diferenciada com o ponto de venda e um site bastante amigável com o consumidor. Estamos aproveitando esta plataforma e ampliando o foco de atuação”, explica Baer. Em principio, o serviço esta disponível nas cidades de São Paulo,Santos e Rio de Janeiro.

Fonte: Revista Participações - Investidor Institucional

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